Falando nele, o tempo...Ah..fico mal quando tenho q usar a frase:; ñ tenho tempo...eu sofro...qundo qro voltar p/ capoeira e o meu horário ñ deixa, quando toda terça vou ate São Vicente fazer aula de dança na cas do meu querido guru e amigo Raphael e o tempo de aula e conversa vooaa, volto toda esbaforida e chego do trbalho atrasada..e os planos? tantos q ñ consigo por em pratica, e escrever aqui no blog?tenho tanta coisa p/ colocar q ñ pude organizar ainda...ai e o cansaço do corpo q a gente ñ controla?as idéias e as criaç~/oes tem q ficar p/ dps ou simplesmente se perde no rodo cotidiano...o peso de ñ realizar é ainda pior, a passagem do domingo p/ segunda é um mini ano novo, traçamos metas e muitas vezes ñ conseguimos cumnprir, mas a esperança de um ano novo nunca acaba, ou de uma semana nova mesmo, ñ é a toa q a noite de domingo é tão melancólica...
MAS...como é bom poder pensar né?`o melhor lugar do mundo é aqui e agora``. O sarau foi lindo, poesias q tocaram, risadas de pessoas agradaveis, danças s/ preconceitos, musicas simples tocadas no violão q fazem a alegria do momento. Como é bom! Ainda bem q existe a poesia , q refúgio!Pq pensar no tempo realmente é triste, conclusão fatal.(isso é bom qdo é consciente). Enfim, a poesia está em tudo(prefiro ser romantica e poetica) nós somos poesia, nossa vida é poesia, pena q nem sempre a vivemos...``e ser artista no nosso convívio pelo inferno e céu de todo dia pra poesia que a gente não vive transformar o tédio em melodia...``
Um trecho de Quasi de Fernando Pessoa
``e amanhã ficar na mesa coisa que antes de ontem- um antes de ontem q é sempre
sorrio do conhecimento antecipado da coisa nenhuma q serei..
sorrio ao menos; sempre é alguma coisa sorrir
produtos romanticos nós todos
e se ñ fossemos produtos romanticos, se calhar ñ seriamos nada
assim se faz a literatura...
coitadinhos deuses, assim até se faz a vida! ``
O enterrado vivo
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.- Carlos Drummond de Andrade
